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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Logline


Conforme prometido, vamos as aulas by Grupo Roteiristas de Cinema Scriptdoctor.
Anteriormente publicamos as bases para fazer uma Storyline, que é contar em poucas linhas a sua trama, traduzir o seu enredo de três atos em poucas e atrativas linhas.

Hoje, com auxilio da matéria escrita por Steve Kaire e traduzida e adaptada por Régia vamos postar os requisitos básicos para a construção de uma Logline.
Ainda mais difícil que a Storyline, a Logline tem o papel de contar sobre o que sua estória trata, de uma forma que seja possível vendê-la.

Então vamos lá...  definido de uma vez por todas o High Concept


Ao definir High Concept, falo sobre a premissa da história, não o que acontece em Atos 1, 2 e 3. A premissa ou logline é o núcleo de High Concept. Minha definição abrangente de High Concept é composta de cinco requisitos, cada um dos quais é obrigatório. 

Os cinco requisitos são em ordem decrescente de importância. Portanto, os números um e dois são os mais importantes, bem como os mais difíceis de atingir. Mas encontrar vários dos requisitos não é suficiente. Todos os cinco requisitos têm de ser cumpridos para o sucesso na realização do gol de craque que todo mundo está procurando.


Requerimento nº 1:
SUA PREMISA DEVE SER ORIGINAL E ÚNICA
A logline é geralmente uma a cinco sentenças, sendo a média de três. Portanto, você tem que apresentar o seu material de forma compactada, de maneira econômica, que capta a essência de sua história e mostra sua originalidade. A maioria das minhas apresentações são uma ou duas sentenças. Todo escritor deve praticar apresentar o seu trabalho filtrando sua história em apenas uma sentença, independentemente se a sua história é High Concept ou não.
Na busca de originalidade, não estamos falando de reinventar a roda. Podemos tomar tema tradicional que foi feito antes e adicionar um gancho ou reviravolta a isto, que qualifica o material como original. Usando a trama de sequestro, houve dezenas de filmes que cobriam o tema antes. 

No filme “Ransom”,  “O Preço de um Resgate”, Mel Gibson interpreta um rico empresário cujo filho é sequestrado. Essa história em si não oferece nada de novo. A reviravolta do filme que o torna original é que em vez de pagar o resgate, Gibson usa o dinheiro do resgate para pagar para matar os seqüestradores. Esta reviravolta faz o filme original e, portanto, High Concept.

(High Concept: Rico executivo tem seu filho sequestrado. Ao invés de pagar o resgate, ele paga para assassinar os sequestradores)

Ainda no mesmo gênero de sequestro, a comédia “Ruthless People”, “Por favor, Matem a Minha Mulher” segue o mesmo padrão. Danny Devito interpreta um homem rico cuja esposa, interpretada por Bette Midler, é sequestrada. Desafiando convenção, Devito se recusa a pagar o resgate porque ele odeia sua esposa e vê isso como a oportunidade que ele estava esperando para finalmente se livrar dela. Agora, os sequestradores estão em apuros com uma mulher terrível que eles não têm noção do que fazer com ela. Novamente, é essa reviravolta única que faz deste um filme de High Concept.

(High Concept: Ricaço tem sua esposa sequestrada, e vê ali uma oportunidade de se livrar dela. Agora, os sequestradores estão em apuros sem saber o que fazer com a terrível mulher)

Requisito # 2:
SUA HISTÓRIA TEM QUE SER ATRATIVA A MULTIDÕES
Isso significa que é possível para cumprir a exigência n º 1, criando uma história original que nunca tenha sido feito antes. Mas essa história pode ser tão esdruxula ou estranha que o atrativo só exista na mente do escritor que a criou e ninguém mais.
Um exemplo seria se uma menina acordou uma manhã, se transformou em uma borboleta, e voou para a terra de Shangri-Lá. Isso nunca foi feito antes, mas quem se importa?


Atrativa a multidões significa que nove em cada dez pessoas que você apresentar a sua história dirá que eles pagariam o valor do ticket para ver sua premier com base exclusivamente em sua exposição. Você tem que decidir ou você está escrevendo para o seu próprio prazer ou você está escrevendo para vender. Se é para vender, então você tem que ter em conta o mercado.

Requerimento n º 3:
SUA EXPOSIÇÃO TEM QUE SER UMA HISTÓRIA COM ELEMENTOS ESPECÍFICOS
Isso significa que, dentro de sua exposição, você tem que ter detalhes específicos que tornam a sua história diferente e adiciona colorido e profundidade. Vamos exemplificar com a trama de roubo a banco. Se você surge com uma história sobre três pessoas que querem roubar um banco, cavando um túnel por baixo dele, a resposta seria: "E daí?" Uma reviravolta no gênero é o filme “Going In Style”, “Despedida em Grande Estilo”. Acerca de três idosos que tentam roubar um banco. O motorista teve sua carteira cassada, o olheiro é um deficiente visual, e o cérebro da operação é o George Burns aos 75 anos de idade. Esses detalhes específicos incrementam a história e a mantem longe de ser obsoleta e genérica.
Requerimento n º 4:
O POTENCIAL É ÓBVIO
Se você está apresentando uma comédia, então o potencial para o humor deve ser óbvio dentro de sua exposição. As pessoas devem sorrir ou rir quando você expõe. Se você está apresentando um filme de ação, o ouvinte deve ser capaz de imaginar as cenas de ação mentalmente enquanto você expõe.
Eu vendi um projeto para a Miramax chamado My Kind of Town com os Irmãos Wayans escalados para atuar. É sobre dois caras que querem fazer um novo começo na vida. Eles colocam as malas em seu carro e partem com nenhum destino específico em mente. Entrando na Prefeitura de alguma pequena cidade do sul para obter um mapa, o teto desaba sobre eles e eles decidem processar. Eles ganham a ação, mas a cidade não tem condições de pagá-los e assim eles lhe dão... a cidade. O potencial para o humor é óbvia quando os Irmãos Wayans recebem uma cidade sulina para fazer o que quiserem com ela.
Requerimento n º 5:
SUA APRESENTAÇÃO DEVE SER DE UMA A TRÊS FRASES DE EXTENSÃO.
A maioria das apresentações deve ter dessa extensão, embora alguns set-ups possam ser mais, mas você não deve ir além de cinco-seis sentenças. Você não está dizendo o que acontece em Atos 1, 2 e 3, a menos que você seja solicitado a fazê-lo mais tarde. Você está dando a premissa de sua história.
Eu passei dias a moldar meu logline para incluir o máximo de informação no menor número de palavras possível.
Eu tive milhares de projetos apresentados a mim em mais de vinte anos e escritores pensam erradamente que quanto mais longa a exposição, melhor a história. Ninguém quer ouvir uma exposição que dura meia hora quando eu poderia ler o roteiro em menos tempo. Digo a escritores "Apresente-me a sua história em poucas sentenças." A maioria não pode porque eles não sabem quais são os cinco requisitos e faltam-lhe a prática de resumo e de afinar suas apresentações com antecedência.
Quando você está apresentando, você está dizendo sobre o que é a sua história, não o que acontece na história. Você não quer começar o seu discurso com: "Minha história é sobre uma mulher de 26 anos chamada Jill, que vive em Chicago. Ela é infeliz com sua vida. Ela vai para seu escritório onde ela confronta seu chefe. Ela larga o emprego e vai para casa, onde ela briga com o namorado. "Isso não é uma exposição. Isso é um desenrolar chatérrimo da história que você quer evitar a todo custo.

A reação que você quer ouvir quando você apresenta é "Uau! Por que não pensei nisso antes?" ou "Isso é tão bom, por que ninguém fez esse filme antes?" Quando os olhos na sala se iluminam depois de você expor sua história, então você sabe que acertou em cheio. Este é o gol de craque desejável. Isto é sobre o que um High Concept é. 

Fonte:
http://www.writersstore.com/high-concept-defined-once-and-for-all/
https://www.facebook.com/groups/roteiristasdecinema/

terça-feira, 24 de junho de 2014

Roteiro - Precisa de tantas regras para escrever?


Eu tenho uma grande ideia e quero conta-la, simples assim!!!
Nem tão simples diríamos. Claro que o primeiro passo para um roteiro é uma ideia. 
E quanto mais fantástica e original ela for, maior sua chance de sucesso.

Porém, para que a partir desse roteiro seja possível a construção de um filme há regras a serem seguidas.
Os profissionais de cinema desenvolveram uma linguagem unica, um jeito de escrever, que é universal entre todos. Para que a ideia, as sensações e até mesmo os planos de um filme sejam realizados conforme a intenção, sem que seja preciso descreve-los ou se intrometer em trabalhos posteriores, que já não fazem parte da função do roteirista.

Se pegar roteiros de filmes famosos para ler pode ser que encontre muitas variações das "regras". Sim, é verdade, cada roteirista desenvolve com o tempo seu modo particular de escrever, por personalidade, afinidade e parceria longa com a mesma equipe e diversas outras vertentes. No entanto, se você ainda não se estabeleceu no mercado o ideal é conhecer a todas as regras, sabendo-as você poderá desenvolver o jeito de escrever que mais lhe agrada e se encaixa a seus trabalhos.

Existe um grupo no facebook chamado Roteirista de Cinema Scriptdoctor (ao qual inclusive convido a todos para entrar), que semanalmente levanta um tópico que pode ser uma duvida dos novos roteiristas. Explicando, dando dicas, exemplos, espaço para questionamento e afins.

A organizadora Regia nos permitiu retransmitir as aulas em nosso blog, o que teremos a partir de agora, sendo intercalados aos assuntos que já levantamos. Acompanhe!

domingo, 11 de maio de 2014

Pré roteiro - O tal do argumento


Se pesquisar sobre como escrever um argumento vai achar diversas explicações, definições e maneiras, mas não é a toa. Isso se dá ao fato de que cada produção pede um tipo diferente de argumento, cada produtora exige uma forma e os roteiristas se adequam a isso, não conseguindo criar um estilo próprio e uma definição exata do mesmo.

Porém sua base estrutural é sempre a mesma.
É um documento para ilustrar o produto ao leitor, através dele a pessoa deve ser capaz de imaginar o filme, deve ser é um resumo atraente do seu produto, quanto mais concisa e vendável conseguir demostrar sua estória, melhor.

No argumento deve conter todas as cenas, de forma resumida, sem descrição detalhada de locação, sem sentimentos e reações dos personagens e sem diálogo.
Casos muito específicos, onde o diálogo é essencial para o desenrolar da estória, este pode aparecer.
Deve ser escrito no presente e usando voz ativa.
Cada lauda de argumento tem aproximadamente dez páginas de um roteiro (10 minutos de um filme).

No início procure apresentar uma informação que chame atenção, é necessário despertar o interesse do leitor nas primeiras duas linhas para que ele prossiga a leitura, para o restante do texto não pode perder a atenção que fisgou nesse momento, para isso precisa escrever com originalidade e imaginação tornando possível que visualizem ao que tem em mente.

Para argumento de programa de TV ou série a descrição não é de forma descritiva e sim como uma escaleta, em tópicos.

domingo, 27 de abril de 2014

Pré roteiro - Definição dos personagens


Primeiro roteiro, noções de formatação, de transições, cabeçalho, descrição de cena... Estória definida... Então... Vamos escrever!
Não! Definitivamente não é o mais indicado, há um pré-roteiro que por vezes dispensamos, mas que com o desenvolver da estória você percebe o quando é essencial.
Talvez se você partir de uma esquete, um quadro ou um curta pode realmente achar dispensável uma Story Line, um argumento, uma sinopse, mas para uma grande estória, uma novela, uma série ou um longa é extremamente necessário! Então habitue-se a escreve-los, para ter uma qualidade melhor dos seus trabalhos e te poupar problemas futuros.
É muito fácil você se perder na construção de um filme, depois de escrever cerca de uma hora (60 páginas) se não houver estabelecido diretrizes consistentes para sua estória e seus personagens. Deixar objetos sem significados esquecidos em algum lugar, fazer personagens sumirem sem tempo de criar a empatia necessária para um desfeixo, entre tantos outros erros que podem ser cruciais para sua obra.
Por isso a dica é: Estruture a ideia, defina os pontos de passagem e defina seus personagens antes de escrever seu roteiro, cena a cena.

Vamos postar nos próximos dias essa sequência, começando hoje pela definição dos personagens, passando pela estruturação da estória, Story Line, Argumento e Sinopse. Acompanhe!

Toda a estória se passa em torno de alguém e seu desejo de realizar alguma coisa, essa trama é o alicerce do roteiro, o que define o protagonista e as forças que o impedem ou dificultam que ele realize o desejado, o que define os antagonistas. A inclusão de outros personagens deve ter o objetivo claro de movimentar o enredo em favor ou contra o personagem principal.

Os personagens dependendo de seu papel no roteiro podem ser definidos como:

Protagonista: Como citado anteriormente é por quem se desenvolve o roteiro, o personagem mais bem desenvolvido, o centro nervoso da trama, que sustenta o eixo narrativo. Todos os acontecimentos e personagens giram ao redor dele.

Personagem central: Não é necessariamente o protagonista, mas pode ser. Esse personagem é o responsável por causa maior curiosidade, excitação e ansiedade, por sua personalidade, não por ter a estória acontecendo em torno de si.

Co-protagonista: Ajuda o protagonista de alguma forma a buscar seu objetivo.

Antagonista: Traz ou representa uma ameaça ao desejo do protagonista, impedindo ou dificultando que ele o realize.

Oponente: Tem relação direta com o antagonista, o ajudando a se colocar entre o protagonista e sua realização.

Protagonista falso: É um personagem apresentado de forma atrativa, a induzir que o foco da estória, para posteriormente, de forma surpreendente o real protagonista

Coadjuvante: Personagens secundários que auxiliam no desenvolvimento da trama

Figurante: Personagens que não tem relação com o enredo, só aparecem para compor um cenário especifico.

Quanto mais detalhadamente você definir seus personagens maior facilidade de adequá-los na trama você terá, não tendo dificuldade de imaginar como ele agiria no acontecimento dos fatos. Sua personalidade, suas crenças e antecedentes precisam ser definidos, mesmo que não apareça na estória são essas características que farão ele desenvolver os acontecimentos da estória.
Victoria Lynn Schmidt disponibiliza uma lista de perguntas, que te ajudam a definir seu personagem.
  •     Ele é introvertido ou extrovertido?
  •     Ele resolve os problemas usando instintos, lógica ou emoção?
  •     Ele quer mudar o mundo?
  •     Onde ele vive? Descreva seu quarto.
  •     Como ele se sente em relação a sua aparência?
  •     Como ele se sente em relação sua família e filhos?
  •     O que ele pensa sobre o casamento e o sexo oposto?
  •     Quais são seus hobbies?
  •     Quais são seus tipos de amigos?
  •     O que ele acha engraçado e/ou prazeroso?
  •     Como ele se sente em relação a sua sexualidade?
  •     Ele precisa ter sempre o controle sobre o que há em sua volta?
  •     O que outros personagens dizem sobre ele quando ele sai da sala?
  •     Ele leva a vida a sério ou age como uma criança a maior parte do tempo?
  •     Onde ele passa seus tempos vagos?
  •     O que importa para o seu personagem? O que o motiva?
  •     Como os outros personagens o vêem?
  •     Quais as três coisas que mais possuem valor?
  •     De que ele tem medo?  Como ele agirá quando estiver com medo?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Dicas básicas de roteiro


Tenho uma ideia muito bacana, já pensei em toda uma estória e defini os personagens, mais como devo estruturar meu roteiro?


Para escrever um roteiro tem algumas diquinhas que facilitam, primeiro porque você não pode escrever corrido e continuo como um livro, você tem que detalhar a cena o suficiente para o diretor entender e visualizar. Segundo porque entre os diálogos você não pode explicar demais, exatamente porque as imagens falam muito por si, então certas explicações se fazem necessárias.


Deve se observar o modo de escrever, em um livro você consegue passar o que a pessoa pensa ou sente através de palavras, em um filme não, o que ela pensa e o que sente deve ser demostrado em ações, por exemplo se uma pessoa está nervosa você tem que descrever o que ela faz  quando sente isso Ex: Fulano de tal está inquieto, não encontra posição para pousar as mãos, balança as pernas e um pingo de suor escorre da sua testa.

Os roteiros de longa metragem (filme comercial) devem ser escritos em 3 atos, o primeiro ato é basicamente a introdução, ele deve ter em seus 3 primeiros minutos uma cena chamativa e marcante que faça parte do contexto, para prender a atenção do espectador. Se nos 3 primeiros minutos a pessoa não se interessar pela história ela vai dispersar e não prestará atenção no restante, se for na TV, ela vai mudar de canal, inevitavelmente. Esse ato descreve os personagens, personalidade, vida e as escolhas ou acontecimentos que levarão a história, deve ter cerca de 30 minutos. 
O segundo ato é mais rico em detalhes, onde se passa a maioria dos acontecimentos, onde tudo relacionado as escolhas do primeiro ato se desenvolve, nele histórias paralelas também aparecem, mostrando além do eixo principal outras coisas da vida do personagem, que normalmente tendem a acontecer, esse ato é o mais longe e termina com a entrada do terceiro, que deve ter de 25 a 30 minutos, a passagem dos atos são sinalizadas por cenas marcantes que determinam o rumo da história.
Basicamente o primeiro explique oque? o segundo como? e o terceiro o resultado disso. No terceiro ato deve ter a cena ápice, clímax, que fecha sua história, a cena de mais peso, o resolver da vida e da história contada.

O roteiro com linguagem padrão é conhecido como Master Scenes, é calculado um minuto por lauda (página), a fonte que deve ser utilizada é a Courie New, tamanho 12, as seguintes margens.

Margens superior e inferior - 2,5cm
Margem da esquerda - 3,8cm
Margem da direita - 2,5cm
Cabeçalhos de Cena - 3,8cm
Ação - esquerda 3,8cm
Personagem - 9,4cm
Parenthetical - esquerda 7,8cm, direita 7,4cm
Diálogo - esquerda 6,5cm - direita 6,5cm (justificado para a esquerda)
Transição - Alinhamento justificado para a direita

Exemplo:

INT. QUARTO DE HOTEL DE CHARLOTTE - NOITE Cabeçalho de Cena

De costas, Charlotte olha a grande janela. Ação

John chega e lhe dá um beijo. Mais Ação

                      CHARLOTTE Personagem que faz o diálogo
          Como foi hoje? Diálogo

                      JOHN
          Bom...Eu estou cansado.

Ele a abraça por um momento, inclinando-se.

                      JOHN (CONT)
          Eu tenho que encontrar Kelly para
          um drinque lá embaixo. Ela quer 
          conversar sobre algo de foto.

                      CHARLOTTE
          Ok. Talvez eu desça com você.

                      JOHN
          Você quer vir?

Toda cena deve ter um cabeçalho, mostrando onde ela ocorre, esse cabeçalho precisa sinalizar se a cena é interna ou externa, qual é a locação (o lugar que deve ser gravado) e o tempo (Dia, noite, madrugada), climas específicos também devem ser sinalizados (tempestade, nublado, sol) ex:
INT. - QUARTO DA NANY - DIA 

Também é sinalizado em um roteiro as transições de cena, onde deve cortar para passar para um outro acontecimento, se há efeitos especiais, se deve aparecer alguns segundos de tela preta... Além de planos de câmera, quando deve ter um close, quando a câmera deve filmar o olhar do personagem, quando é uma imagem aberta... Apesar de muitas vezes esses pontos serem redefinidos posteriormente pelo diretor.
A trilha também é sinalizada, deve ser escolhida de acordo com o tema e as sensações que se pretende passar com cada cena.

Se a cena passa de uma lauda o rodapé tem que indicar isso, escrevendo CONT. para cenas que tem continuação na página seguinte e MAIS para diálogos que continuam na página seguinte.
O espaçamento entre as linhas deve ser comum (1) e a separação de diálogo para novo personagem ou ação de espaçamento duplo (dois cliques no enter).

Há programas específicos como o Celtx que facilitam, já trazendo a formatação necessária com ferramentas de fácil utilização.

Ao longo das postagens vamos especificar mais detalhadamente cada ponto de um roteiro.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Oficina de escrita criativa

Seja em voos literários, ou no dia a dia de trabalho, é sempre bom contar com ferramentas simples que ajudem na fluência e na personalidade do nosso texto. A Oficina de Escrita Criativa Palavra Criada tem o objetivo de facilitar esse processo de forma dinâmica e lúdica

O Método da oficina tem sido desenvolvido pela escritora e jornalista Adriana Calabró desde 2005.

"Não  é um curso acadêmico, feito de conceitos absolutos. Embora haja uma metodologia testada e comprovada, que fornece as ferramentas, é preciso descobrir o estilo de cada um e dar subsídios para que as pessoas possam estruturar uma forma sua própria de comunicar", Diz uma facilitadora.

Informações:
5 de Abril de 2014 
Sábado das 10 até 17 horas
Pausa de 1 Hora de para Almoço (não incluso)
Sala de Cursos Pousada Zilah - Alameda Franca 1621/1633 - São Paulo

Inscrições: palavracriada@gmail.com

OBS: Inscrições ATÉ dia 28 de Março terão 10% DE DESCONTO.

domingo, 23 de março de 2014

Concurso de Roteiro - Curta metragem


O grupo Roteirista independentes no facebook lança seu primeiro concurso de roteiros.
O concurso está sendo realizado de forma independente pelos organizadores do grupo e tem como intuito incentivar novos roteiristas.
Serão selecionados por uma banca 10 roteiros, que serão lidos e votados pelos roteiristas não selecionados nessa etapa, os três mais votados serão avaliados por um Diretor e o escolhido como melhor roteiro passará por uma análise para sua melhoria e será produzido.
O roteiro deve ter cinco minutos e seu tema é livre.
Devem ser enviados para o e-mail roteiristasindependentes2014@gmail.com até o dia 30 de Março.

Roteiristas independentes, envie seu material e Boa sorte!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Da aula para o mundo


Tecnólogo quase concluído, curso prático, muita informação, produção de clipe, de documentário, correria para o TCC... Pronto, e agora?
Estamos preparados para o mercado? Seremos capazes de escrever um roteiro? De captar recursos para uma produção? De expor nossas ideias? E essas serão aceitas, compradas?
Mil e uma dúvidas surgem nesse momento e a qualquer caminho que se escolha nesse ponto, mais milhares de dúvidas irão surgir...
 Nos encontramos nesse dilema, sem experiencia para ser reconhecido, cheios de vontade e de ideias e com isso começamos a buscar por nós caminhos que nos levassem a realização profissional...
Nessa busca descobrimos um mundo de informações que estão complementando nosso curso. Informações encontradas de forma pratica e extremamente complexa, encontramos dicas, debates, fórum, concursos, ideias, oportunidades e juntando tudo isso fizemos nascer o In-Fâme.
Descobrimos que nossa busca, nosso estudo e nossa pesquisa na área audiovisual será infinita e teremos a maior honra e prazer de dividir o resultado com os apaixonados por esse mundo, assim como nós.

INT. - SALA DO DIRETOR EM FAMOSA PRODUTORA - DIA

A sala luxuosa é bem iluminada, os diretores FABIO e ELIANE se encontram cada um em sua mesa, entretidos em seu trabalho, a frente de um computador MAC de última geração, sentados em uma cadeira confortável estofada azul que combina perfeitamente com a decoração do ambiente. Ambos se assustam quando a SECRETÁRIA adentra a sala saltitante e esbaforida, sem se anunciar.


SECRETÁRIA
Com licencinha chefes queridos

ELIANE
O que houve Renatinha? Por que tamanha felicidade?

SECRETÁRIA
Vocês não viram o jornal? A TV? Revista, rádio?? A In-Fâme está em todas as mídias, como melhor produtora do mundo, nosso último filme ganhou a todos os oscar's possíveis, não paro de atender a telefonemas e responder e-mails com milhares de ÓTIMAS propostas

FABIO
Que maravilha!

SECRETÁRIA
Muito!!! E isso me da a ousadia de vir lhes sugerir que eu poderia ganhar um aumento! Afinal, vocês me fizeram ficar apaixonada por tudo isso e eu preciso me especializar, quero fazer uma faculdade na área e isso requer um certo custo, vocês sabem como é, não é mesmo?

Os diretores se olham por alguns segundos, o que a deixa a secretária inquieta, a mesma fica sem graça na frente de ambos, cruzando os braços e soltando em seguida, mudando o peso do corpo de uma perna para outra sem conseguir se manter na mesma posição. De repente eles começam a rir fazendo-a relaxar novamente.

FABIO (rindo)
Acho justo! Acertamos isso mais tarde.

Pretendemos sem sombra de dúvidas chegar a esse resultado, mais todo caminho deve ser trilhado passo por passo, então vamos seguindo assim e lhes convidamos para nos acompanhar nessa estrada.