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domingo, 10 de agosto de 2014

Prêmio estímulo a curta metragem 2014


Novos roteiristas, preparem suas obras e se atente as datas.
O prêmio estímulo a curta metragem encerra sua inscrição na próxima quarta-feira, dia 13 de Agosto de 2014

Edital e demais informações no site da Secretaria da Cultura

Retrovisor é um dos filmes premiados em 2008.


Faça como sua roteirista e diretora, acredite! ... E boa sorte

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

25º Festival Internacional de Curtas de São Paulo


Primeira exibição do filme realizado nas Oficinas Kinoforum 2014...
Diante disso só queremos agradecer, parabenizar e convidar.

Agradecer a toda a equipe Kinoforum... A Zita pelo projeto, aos professores, agradeço particularmente ao André Collazzi que nos instruiu no módulo de roteiro, ao Maru e ao Jorge por sempre estarem dispostos a acolher e auxiliar. E claro a todos os outros, que independente do meu contato, foram essenciais para a construção do trabalho e aos produtores Caroline e Rodrigo que nunca falharam com as informações, com atenção e dedicação... Nosso muito obrigada =)

Parabenizar as equipes, todos os envolvidos no processo que se dedicaram, resolveram os problemas da melhor forma possível e trabalharam duro para criar um produto de qualidade, que expressasse além de nossa dedicação na oficina nossa real vontade, de fazer cinema.

E convidar a todos, para acompanhar o Festival Internacional de curtas 2014 e nos prestigiar, indo ver nosso primeiro filme, que será exibido no cinema.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, um dos cinco maiores do gênero no mundo, que chega à sua 25ª edição em 2014, será realizado entre os dias 20 e 31 de agosto, tendo como tema “Quebrando Muros”, uma homenagem aos 25 anos da queda do Muro de Berlim, que ocorreu em 1989, e a tantas barreiras que implodiram nesse tempo de novas comunicações.
A programação exibirá gratuitamente cerca de 400 filmes – selecionados entre mais de 3.300 inscritos – dos mais variados países em diversas salas de cinema e centros culturais da capital: Museu da Imagem e do Som (MIS), Cinemateca Brasileira, CineSesc,  Espaço Itaú de Cinema – Augusta, Centro Cultural São Paulo (CCSP), Cine Olido, Cinusp, além de CEUs e outros espaços do Circuito Municipal de Cultura.
Entre os destaques desta edição, está o programa “100 anos de Cortázar”, com filmes inspirados na obra do escritor argentino Julio Cortázar (1914 – 1984); o “Especial 3D”, com apresentação de curtas em 3D e a participação da realizadora e consultora de 3D Josephine Derobe (que cuidou dos efeitos especiais de “Pina”, de Wim Wenders, entre outros longas); uma prospectiva do cineasta brasileiro Joel Pizzini, incluindo seu novo curta “Mar de Fogo”; e uma mostra da University of Southern California, com curtas-metragens de faculdade de grandes nomes de Hollywood que estudaram na instituição, como George Lucas.
Também está na programação a 2ª edição do projeto Tomada Única, com curtas em Super-8 inéditos, realizados especialmente para o evento por diretores brasileiros que deixaram sua marca nesses 25 anos do festival.
Em setembro, durante a programação itinerante, o festival percorre as cidades de Ribeirão Preto, São José dos Campos e Jundiaí, no interior de São Paulo.
Desde 1990, quando Zita Carvalhosa, diretora do festival, realizou a primeira edição do evento, muitos realizadores passaram pelo festival, entre eles, então jovens cineastas que atualmente estão entre os grandes nomes do cinema brasileiro e internacional.
José Roberto Torero (“Pelé Eterno”, 2004) e Joel Pizzini (“500 Almas”, 2004) participaram do primeiro ano do evento, ao lado do francês Jean Pierre Jeunet (“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, 2001). No início dos anos 1990, passaram pelo festival Cao Hamburguer (“O Ano em que meus Pais Saíram de Férias”, 2006), Beto Brant (“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, 2011), Paulo Sacramento (“Riocorrente”, 2013), Claudio Assis (“Amarelo Manga”, 2002) e o norte-americano Paul Thomas Anderson (“Sangue Negro”, 2007). Ainda na mesma década, Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, 2002), Walter Salles (“Central do Brasil”, 1998) e a argentina Lucrecia Martel (“Menina Santa”, 2003) participaram do evento.
Dos anos 2000 para cá, o festival recebeu nomes como Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”, 2012), Esmir Filho (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, 2009), Selton Mello (“O Palhaço”, 2011), Caetano Gotardo (“O que se Move”, 2012), Juliana Rojas e Marco Dutra (“Trabalhar Cansa”, 2012), o argentino Gustavo Taretto (“Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual”) e o uruguaio Michael Wahrmann (“Avanti Poppolo”, 2012).
Serão exibidos também os curta-metragens produzido pelos alunos das oficinas Kinofórum:  O som das ruas (Roteiro Gustavo Pagador e Eliane Gonçalves, direção de Ângelo Silva e Rosyane Silva), Inferno colorido (Roteiro Fabio Rodrigo e Jhonatas Pinheiro, direção Ian Olivo e Roseli Lima) e Cine B.O. (Roteiro Gerson Palhares, direção Bia Mazzaropi e Kelvin Felix)

Acompanhe a programação pelo site da kinoforum

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cinema no meio do mundo


A casa no meio do mundo chegou a Zona Norte de São Paulo, cheia de vontade, de arte e de gente bacana... A nova casa de cultura da região propõe fomentar o desenvolvimento sócio educacional e criativo por meio de Design, Audiovisual, Artes plásticas, Gastronomia, Música e etc...
Siga a página da Casa no facebook e acompanhe sua programação, tem sarau já com data certa... 
Fique de olho!

E nós vamos integrar essa equipe =D, estaremos durante o mês de Agosto, toda segunda à partir das 19 horas com um workshop, falando um pouquinho da arte que nos apaixonou, o CINEMA!

Vamos exibir curtas, analisar filmes, fazer rodas de bate-papo e uma troca entre os apaixonados da Sétima Arte. O Workshop é gratuito e aberto a todos, contamos com a sua presença!

Não deixe de confirmar pelo e-mail infameproducoes@gmail.com e até lá!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dicas: Elaboração de projetos


Uma alternativa para novos cineastas, produtores, diretores, quem quer fomentar o audiovisual, a cultura e a arte são os festivais, concursos e editais.
Muitas boas ideias surgem, mas no momento de elaborar o projeto e colocar as ideias no papel, tabelas, itens específicos e padrões acabam confundindo.
Assistimos muitos vídeos, lemos muitos blogs, apostilas e dicas espalhadas na net, montamos um apanhadinho de dicas que foram válidas e aplicadas em nosso último projeto e vamos dividir =)

Após amadurecer a ideia, existem perguntas das quais respondidas com consistência vão enriquecer e amadurecer o projeto, são elas:
Para quem? Especificando para quem o projeto vai ser feito, quem poderá ser beneficiado com ele.
O que? Exatamente o que será feito?
Por que? Qual o problema existente que o projeto vai colaborar? Vai existir uma mudança no contexto depois do projeto ser realizado?
Como? Como isso será feito?
Com quem? Quem é a equipe que vai desenvolver o projeto?
Quando? Em quanto tempo ele será desenvolvido e qual será esse tempo?
Onde? Em qual local?

Essas perguntam servirão de base, para a estruturação. Os editais em seus formulários e fichas de inscrição tem alguns itens diferentes, mas basicamente pedem os mesmos itens. E são eles:

Apresentação
Deve descrever o projeto, de forma objetiva. É um item eliminatório e nem sempre quem está lendo essa apresentação entende exatamente sobre o desenvolvimento do seu projeto.
Então dispense termos técnicos, seja direto e se possível trabalhe com uma linguagem diretamente ligada ao edital.
Faça um texto de 3 parágrafos, no primeiro detalhe o que vai ser feito e como, no segundo fale da instituição ou dos idealizadores e no terceiro destaque o diferencial do seu projeto.

Justificativa
Momento do convencimento, de mostrar porque o projeto é importante.
Apontar o problema que foi identificado e como o projeto vai contribuir para resolve-lo

Objetivos
Normalmente é dividido em objetivo geral e objetivo especifico.
Objetivo geral: Detalha a ação a longo prazo, o que se espera para o contexto depois da realização do projeto.
Objetivos específicos: Ações que contribuirão para o objetivo geral, tudo que é almejado para curto e médio prazo.
Usar sempre ao início das frases do objetivo um verbo no infinitivo, indicando ação.

Público Alvo
Especificar quem vai se beneficiar com o projeto.
Aqui falamos de pessoas e quanto melhor o recorte for feito nesse momento, melhor.
Sexo, idade, região, condições financeiros.
É o seu filtro.

Metas
Esclarecer como e em quanto tempo serão alcançados seus objetivos específicos

Metodologia
Em um primeiro momento citar grandes nomes que falem de projetos semelhantes ou colocar dados de projetos que no mesmo segmento que obtiveram sucesso.
Após, dividir em etapas e esclarecer o tipo de abordagem do projeto, descrever o passo a passo das atividades que serão realizadas.

Recursos
O que será necessário para realização do projeto?
Listas equipamentos e mão de obra

Cronograma
Especificar o tempo de cada atividade, em tabela, pintando os campos referentes, conforme a sua divisão (dia, meses, ano)
Ex:


Orçamento
Discriminação detalhada de gastos
Dividida em Pre produção/ Produção/ Divulgação/ Impostos/ Custos Administrativos e Organização
Em forma de tabela, com descrição da atividade, a medida utilizada, a quantidade necessária, valor unitário e valor total.
Lembrando de se atentar ao que o edital cobre e se estipula um valor para cada subdivisão, além dos impostos de contratação e recolhimentos.

Há ainda campo para anexos, quando julgar necessário algum material a mais, como mapa, desenho de planta, estatuto, ou o que o seu projeto exigir.

Lembrando de ao escrever um item voltar se necessário para ler os anteriores, manter o foco no eixo do projeto e a escrita coerente.
Não deixe também de ler todo o edital, ver se ele é o mais adequado a sua proposta e todo o seu processo.

Diferenciais decisivos na escolha de um projeto:

Criatividade - lado criativo da ação para a comunidade/ possibilidade de chamar a atenção.
Sustentabilidade – Meios de adquirir recursos para manter o projeto.
Integração – Se vincular a meios que trazem a mesma proposta para gerar novas ideias, parcerias e publico para o projeto.
Replicar o aprendizado do projeto – Meios de passar o conhecimento após a realização do projeto.

Agora, mão na massa!
E boa sorte...

domingo, 6 de julho de 2014

101 melhores roteiros de cinema


Não há melhor exercício para um cinéfilo, que... ASSISTIR FILMES.
Ainda mais se filmes bem escritos, originais, interessantes...
Para nos ajudar a decidir por onde começar a lista interminável de filmes que PRECISAM sem assistidos na vida, a Associação dos Roteiristas publicou uma lista com os 101 melhores roteiros de cinema de todos os tempos.
Uma coletânea que abrange todos os gostos, com grande variedade de gêneros, época e autores.

No TOPO, em primeiro lugar, está o filme Casa Blanca, 1942, de Michael Curtz. Casa Blanca ganhou o Oscar de melhor filme no ano seguinte ao seu lançamento e por décadas está entre os 10 melhores filmes da história do cinema.




Partindo desse grande sucesso, acompanhe a lista e bom cinema ;)

Posição:Filme:Roteirista(s):
1CasablancaJulius J. & G. Philip Epstein e Howard Koch
2O Poderoso ChefãoMario Puzo e Francis Ford Coppola
3ChinatownRobert Towne
4Cidadão KaneHerman Mankiewicz e Orson Welles
5A MalvadaJoseph L. Mankiewicz
6Noivo Neurótico, Noiva NervosaWoody Allen e Marshall Brickman
7Crepúsculo Dos DeusesCharles Brackett, Billy Wilder e D.M. Marshman, Jr.
8Rede De IntrigasPaddy Chayefsky
9Quanto Mais Quente MelhorBilly Wilder e IAL Diamond
10O Poderoso Chefão IIFrancis Ford Coppola e Mario Puzo
11Butch CassidyWilliam Goldman
12Dr. FantásticoStanley Kubrick, Peter George e Terry Southern
13A Primeira Noite De Um HomemCalder Willingham e Buck Henry
14Lawrence Da ArábiaRobert Bolt e Michael Wilson
15Se Meu Apartamento Falasse                         Billy Wilder e IAL Diamond
16             Pulp Fiction - Tempo De ViolênciaQuentin Tarantino
17TootsieLarry Gelbart e Schisgal Murray
18Sindicato De LadrõesBudd Schulberg
19O Sol É Para TodosHorton Foote
20A Felicidade Não Se CompraFrances Goodrich, Albert Hackett e Frank Capra
21Intriga InternacionalErnest Lehman
22Um Sonho De LiberdadeFrank Darabont
23...E O Vento LevouSidney Howard
24Brilho Eterno De Uma Mente Sem LembrançasCharlie Kaufman
25O Mágico De OzNoel Langley, Florence Ryerson e Edgar Allan Woolf
26Pacto De SangueBilly Wilder e Raymond Chandler
27Feitiço Do TempoDanny Rubin e Harold Ramis
28Shakespeare ApaixonadoMarc Norman e Tom Stoppard
29Contrastes HumanosPreston Sturges
30Os ImperdoáveisDavid Webb Peoples
31Jejum De AmorCharles Lederer
32FargoJoel Coen & Ethan Coen
33O Terceiro HomemGraham Greene
34A Embriaguez Do SucessoClifford Odets e Ernest Lehman
35Os SuspeitosChristopher McQuarrie
36Perdidos Na NoiteWaldo Salt
37Núpcias De EscândaloDonald Ogden Stewart
38Beleza AmericanaAlan Ball
39Golpe De MestreDavid S. Ward
40Harry & Sally - Feitos Um Para O OutroNora Ephron
41Os Bons CompanheirosNicholas Pileggi e Martin Scorsese
42Os Caçadores Da Arca PerdidaLawrence Kasdan
43Taxi DriverPaul Schrader
44Os Melhores Anos De Nossas VidasRobert E. Sherwood
45Um Estranho No NinhoLawrence Hauben e Bo Goldman
46O Tesouro De Sierra MadreJohn Huston
47Relíquia MacabraJohn Huston
48A Ponte Do Rio KwaiCarl Foreman e Michael Wilson
49A Lista De SchindlerSteven Zaillian
50O Sexto SentidoM. Night Shyamalan
51Nos Bastidores Da NotíciaJames L. Brooks
52As Três Noites De EvaPreston Sturges
53Todos Os Homens Do PresidenteWilliam Goldman
54ManhattanWoody Allen e Marshall Brickman
55Apocalypse NowJohn Milius e Francis Coppola
56De Volta Para O FuturoRobert Zemeckis e Bob Gale
57Crimes E PecadosWoody Allen
58Gente Como A GenteAlvin Sargent
59Aconteceu Naquela NoiteRobert Riskin
60Los Angeles - Cidade ProibidaBrian Helgeland e Curtis Hanson
61O Silêncio Dos InocentesTed Tally
62Feitiço Da LuaJohn Patrick Shanley
63TubarãoPeter Benchley e Carl Gottlieb
64Laços De TernuraJames L. Brooks
65Cantando Na ChuvaBetty Comden e Adolph Green
66Jerry Maguire - A Grande ViradaCameron Crowe
67E.T. - O ExtraterrestreMelissa Mathison
68Guerra Nas EstrelasGeorge Lucas
69               Um Dia De CãoFrank Pierson
70Uma Aventura Na África                                          James Agee e John Huston
71Leão No InvernoJames Goldman
72Thelma & LouiseCallie Khouri
73AmadeusPeter Shaffer
74Quero Ser John MalkovichCharlie Kaufman
75Matar Ou MorrerCarl Foreman
76Touro IndomávelPaul Schrader e Martin Mardik
77AdaptaçãoCharlie Kaufman e Donald Kaufman
78Rocky - Um LutadorSylvester Stallone
79Primavera Para HitlerMel Brooks
80A TestemunhaEarl W. Wallace Kelley & William
81Muito Além Do JardimJerzy Kosinski
82Rebeldia IndomávelDonn Pearce e Pierson Frank
83Janela IndiscretaJohn Michael Hayes
84A Princesa PrometidaWilliam Goldman
85A Grande IlusãoJean Renoir e Charles Spaak
86Ensina-Me A ViverColin Higgins
87"8 1/2"Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano, Brunello Rond
88Campo Dos SonhosPhil Alden Robinson
89Forrest Gump, O Contador De HistóriasEric Roth
90Sideways - Entre Umas E OutrasAlexander Payne e Jim Taylor
91O VeredictoDavid Mamet
92PsicoseJoseph Stefano
93Faça A Coisa CertaSpike Lee
94Patton - Rebelde Ou Herói?Francis Ford Coppola e Edmund H. North
95Hannah E Suas IrmãsWoody Allen
96Desafio À CorrupçãoSidney Carroll & Rossen Robert
97Rastros De ÓdioFrank S. Nugent
98Vinhas Da IraNunnally Johnson
99Meu Ódio Será Sua HerançaWalon Green e Sam Peckinpah
100AmnésiaChristopher Nolan
101InterlúdioBen Hecht

terça-feira, 24 de junho de 2014

Roteiro - Precisa de tantas regras para escrever?


Eu tenho uma grande ideia e quero conta-la, simples assim!!!
Nem tão simples diríamos. Claro que o primeiro passo para um roteiro é uma ideia. 
E quanto mais fantástica e original ela for, maior sua chance de sucesso.

Porém, para que a partir desse roteiro seja possível a construção de um filme há regras a serem seguidas.
Os profissionais de cinema desenvolveram uma linguagem unica, um jeito de escrever, que é universal entre todos. Para que a ideia, as sensações e até mesmo os planos de um filme sejam realizados conforme a intenção, sem que seja preciso descreve-los ou se intrometer em trabalhos posteriores, que já não fazem parte da função do roteirista.

Se pegar roteiros de filmes famosos para ler pode ser que encontre muitas variações das "regras". Sim, é verdade, cada roteirista desenvolve com o tempo seu modo particular de escrever, por personalidade, afinidade e parceria longa com a mesma equipe e diversas outras vertentes. No entanto, se você ainda não se estabeleceu no mercado o ideal é conhecer a todas as regras, sabendo-as você poderá desenvolver o jeito de escrever que mais lhe agrada e se encaixa a seus trabalhos.

Existe um grupo no facebook chamado Roteirista de Cinema Scriptdoctor (ao qual inclusive convido a todos para entrar), que semanalmente levanta um tópico que pode ser uma duvida dos novos roteiristas. Explicando, dando dicas, exemplos, espaço para questionamento e afins.

A organizadora Regia nos permitiu retransmitir as aulas em nosso blog, o que teremos a partir de agora, sendo intercalados aos assuntos que já levantamos. Acompanhe!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Elipse de tempo



O tempo é unidade fundamental do cinema e sua manipulação é um dos aspectos mais importantes na composição de um filme.
Quando o espectador entra na sala escura, deixa por alguns minutos de viver o “tempo real” dos acontecimentos para mergulhar em uma temporalidade paralela.

Esse tempo fílmico é possível através das Elipses.

Uma elipse é um salto no tempo, um corte no tempo, a passagem de uma ação para outra deixando de mostrar coisas que intermediaram essas ações.
Em geral, um filme é como uma coleção de passagens marcantes e essenciais. 

Normalmente, num bate-papo, quando contamos alguma história real aos nossos amigos, não nos prendemos a detalhes que podem alongá-la e deixá-la cansativa. Escolhemos, rapidamente, o que é fundamental para a compreensão do fato, o que não pode faltar para garantir o suspense, a graça ou o drama da situação.


E contar uma história, no cinema, também é escolher, também é decidir o que mostrar e o que ocultar.

A Elipse é construída na montagem, quando é dividido o tempo e o espaço narrativos em diversas partes (planos. Quanto mais elíptico for um filme, mais longe ele estará de uma estética literária ou teatral.

Um dos mais antigos registros do uso de elipse é de um filme dinamarquês de 1911, “De Fire Djoevle”. De lá pra cá a técnica foi se difundindo e aprimorando, ajudando a construir cenas e sequências memoráveis, justamente, pela sutileza da omissão.
O filme considerado ter a maior elipse de tempo até o momento é o “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick, na cena em que o macaco, ancestral do homem, joga um osso para cima e, na sequência sobre uma mesma angulação, aparece a imagem de uma nave no espaço, indicando o processo da evolução.


Junto a estas elipses inerentes à obra de arte, existem outras, denominadas expressivas por visar um efeito dramático ou terem um significado simbólico.
São divididas em: elipses de estrutura e elipses de conteúdo.

As elipses de estrutura – são motivadas por razões dramáticas.
Dissimulando um momento decisivo da ação, quebrar ou intensificar o tom dramático da ação, demostrar a visão, audição ou emoção partindo do protagonista ou ainda revestir a ação ou não de profundidade.

As elipses de conteúdo - são motivadas por questões de censura social.
Gestos, atitudes e acontecimentos penosos ou delicados que o respeito aos “bons costumes” e pelos tabus sociais não permitem mostrar em tela na íntegra, são sugeridos de diversas formas.


Entretanto, a Elipse, pelas palavras de Marcel Martin: “Não se trata de suprimir momentos vazios, mas sugerir o sólido e o pleno, deixando fora de campo o que o espírito do espectador consegue preencher sem dificuldade”.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sexta feira 13 é dia de??? Cinema!


Sexta-feira 13 lembra suspense? Terror? Medo? Correto! 
Mas dessa vez o convite para esse clima será em uma exibição de cinema, de graça!

Quatro bibliotecas públicas estarão exibindo amanhã longas de suspense e terror, inteiramente de graça.
Serão elas:

Biblioteca Pública Adelpha Figueiredo (Praça Ilo Ottani, 146 - Canindé) com "O Iluminado" às 16 horas.
Biblioteca Pública Viriato Corrêa (Rua Sena Madureira, 298 - Vila Mariana) com "Poltergeist, o fenômeno" às 15 horas.
Biblioteca Pública Viriato Corrêa (Rua Sena Madureira, 298 - Vila Mariana) com "O bebê de Rosemary" às 17 horas.
Biblioteca Pública Roberto Santos (Rua Cisplatina, 505 - Ipiranga) com "O Exorcista" às 19 horas.

Escolha sua sessão... E bom medo! Ops, cinema =)...



domingo, 11 de maio de 2014

Pré roteiro - O tal do argumento


Se pesquisar sobre como escrever um argumento vai achar diversas explicações, definições e maneiras, mas não é a toa. Isso se dá ao fato de que cada produção pede um tipo diferente de argumento, cada produtora exige uma forma e os roteiristas se adequam a isso, não conseguindo criar um estilo próprio e uma definição exata do mesmo.

Porém sua base estrutural é sempre a mesma.
É um documento para ilustrar o produto ao leitor, através dele a pessoa deve ser capaz de imaginar o filme, deve ser é um resumo atraente do seu produto, quanto mais concisa e vendável conseguir demostrar sua estória, melhor.

No argumento deve conter todas as cenas, de forma resumida, sem descrição detalhada de locação, sem sentimentos e reações dos personagens e sem diálogo.
Casos muito específicos, onde o diálogo é essencial para o desenrolar da estória, este pode aparecer.
Deve ser escrito no presente e usando voz ativa.
Cada lauda de argumento tem aproximadamente dez páginas de um roteiro (10 minutos de um filme).

No início procure apresentar uma informação que chame atenção, é necessário despertar o interesse do leitor nas primeiras duas linhas para que ele prossiga a leitura, para o restante do texto não pode perder a atenção que fisgou nesse momento, para isso precisa escrever com originalidade e imaginação tornando possível que visualizem ao que tem em mente.

Para argumento de programa de TV ou série a descrição não é de forma descritiva e sim como uma escaleta, em tópicos.

domingo, 27 de abril de 2014

Pré roteiro - Definição dos personagens


Primeiro roteiro, noções de formatação, de transições, cabeçalho, descrição de cena... Estória definida... Então... Vamos escrever!
Não! Definitivamente não é o mais indicado, há um pré-roteiro que por vezes dispensamos, mas que com o desenvolver da estória você percebe o quando é essencial.
Talvez se você partir de uma esquete, um quadro ou um curta pode realmente achar dispensável uma Story Line, um argumento, uma sinopse, mas para uma grande estória, uma novela, uma série ou um longa é extremamente necessário! Então habitue-se a escreve-los, para ter uma qualidade melhor dos seus trabalhos e te poupar problemas futuros.
É muito fácil você se perder na construção de um filme, depois de escrever cerca de uma hora (60 páginas) se não houver estabelecido diretrizes consistentes para sua estória e seus personagens. Deixar objetos sem significados esquecidos em algum lugar, fazer personagens sumirem sem tempo de criar a empatia necessária para um desfeixo, entre tantos outros erros que podem ser cruciais para sua obra.
Por isso a dica é: Estruture a ideia, defina os pontos de passagem e defina seus personagens antes de escrever seu roteiro, cena a cena.

Vamos postar nos próximos dias essa sequência, começando hoje pela definição dos personagens, passando pela estruturação da estória, Story Line, Argumento e Sinopse. Acompanhe!

Toda a estória se passa em torno de alguém e seu desejo de realizar alguma coisa, essa trama é o alicerce do roteiro, o que define o protagonista e as forças que o impedem ou dificultam que ele realize o desejado, o que define os antagonistas. A inclusão de outros personagens deve ter o objetivo claro de movimentar o enredo em favor ou contra o personagem principal.

Os personagens dependendo de seu papel no roteiro podem ser definidos como:

Protagonista: Como citado anteriormente é por quem se desenvolve o roteiro, o personagem mais bem desenvolvido, o centro nervoso da trama, que sustenta o eixo narrativo. Todos os acontecimentos e personagens giram ao redor dele.

Personagem central: Não é necessariamente o protagonista, mas pode ser. Esse personagem é o responsável por causa maior curiosidade, excitação e ansiedade, por sua personalidade, não por ter a estória acontecendo em torno de si.

Co-protagonista: Ajuda o protagonista de alguma forma a buscar seu objetivo.

Antagonista: Traz ou representa uma ameaça ao desejo do protagonista, impedindo ou dificultando que ele o realize.

Oponente: Tem relação direta com o antagonista, o ajudando a se colocar entre o protagonista e sua realização.

Protagonista falso: É um personagem apresentado de forma atrativa, a induzir que o foco da estória, para posteriormente, de forma surpreendente o real protagonista

Coadjuvante: Personagens secundários que auxiliam no desenvolvimento da trama

Figurante: Personagens que não tem relação com o enredo, só aparecem para compor um cenário especifico.

Quanto mais detalhadamente você definir seus personagens maior facilidade de adequá-los na trama você terá, não tendo dificuldade de imaginar como ele agiria no acontecimento dos fatos. Sua personalidade, suas crenças e antecedentes precisam ser definidos, mesmo que não apareça na estória são essas características que farão ele desenvolver os acontecimentos da estória.
Victoria Lynn Schmidt disponibiliza uma lista de perguntas, que te ajudam a definir seu personagem.
  •     Ele é introvertido ou extrovertido?
  •     Ele resolve os problemas usando instintos, lógica ou emoção?
  •     Ele quer mudar o mundo?
  •     Onde ele vive? Descreva seu quarto.
  •     Como ele se sente em relação a sua aparência?
  •     Como ele se sente em relação sua família e filhos?
  •     O que ele pensa sobre o casamento e o sexo oposto?
  •     Quais são seus hobbies?
  •     Quais são seus tipos de amigos?
  •     O que ele acha engraçado e/ou prazeroso?
  •     Como ele se sente em relação a sua sexualidade?
  •     Ele precisa ter sempre o controle sobre o que há em sua volta?
  •     O que outros personagens dizem sobre ele quando ele sai da sala?
  •     Ele leva a vida a sério ou age como uma criança a maior parte do tempo?
  •     Onde ele passa seus tempos vagos?
  •     O que importa para o seu personagem? O que o motiva?
  •     Como os outros personagens o vêem?
  •     Quais as três coisas que mais possuem valor?
  •     De que ele tem medo?  Como ele agirá quando estiver com medo?