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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Narrativas do Brasil


O prazo para o concurso Narrativas do Brasil está se encerrando!
A todos os produtores, realizadores ou xeretas (rs), coloquem a mão na massa e aproveitem a oportunidade de expandir a criatividade e propagar a cultura do nosso País.

O concurso estimula a liberdade de ideias e premia 5 projetos, com 50 mil reais para a produção de mais 10 filmes de 5 minutos, veja o regulamento do site Narrativas do Brasil e participe.

Nós já estamos participando!
Aproveite e veja nosso filme e comente, as opiniões são muito valiosas nesse processo!



terça-feira, 26 de agosto de 2014

E real??


Diesege:
Onde mora a arte dos cineastas, a melhor composição dos ingredientes para a melhor compreensão do todo.
Mesmo em um filme realista de ficção, nada ali é real, é uma forma de representação da realidade.
Imagine os trabalhadores do cinema como uma espécie de Deus criando ou recriando um mundo todo novo.
O personagem ou o local pode ser totalmente fantasioso, mas precisa ser verossímil, o espectador precisa mergulhar nesse universo criado e ter a certeza de que naquele mundo, o que está acontecendo poderia acontecer, mesmo que esse tudo seja uma guerra entre alienígenas e zumbis.
Quebra da diegese:
Proposital: Personagem se volta para a câmera e fala com o expectador e quebra a chamada “quarta parede”
Acidental: Reflexo da câmera no espelho, efeito flare (Luz incide na lente da câmera), ou a lama atinge a câmera como em O resgate do soldado Ryan.
Hoje em dia com o avanço da linguagem cinematográfica acostumou o espectador a se adaptar até mesmo com os acidentais (desde que estejam no contexto) o que dá aos profissionais muito mais liberdade.


domingo, 10 de agosto de 2014

Prêmio estímulo a curta metragem 2014


Novos roteiristas, preparem suas obras e se atente as datas.
O prêmio estímulo a curta metragem encerra sua inscrição na próxima quarta-feira, dia 13 de Agosto de 2014

Edital e demais informações no site da Secretaria da Cultura

Retrovisor é um dos filmes premiados em 2008.


Faça como sua roteirista e diretora, acredite! ... E boa sorte

quarta-feira, 21 de maio de 2014

35 mm, 16 mm, vídeo. Qual a diferença? Qual o ideal?


Para quem está se inserindo ao mundo cinematográfico e vê em uma descrição filme em 35mm deve se perguntar a que se refere essa medida, para que serve e quando deve utiliza-la, vamos tentar esclarecer.
Existem basicamente duas formas de filme, a analógica que tem sua base em película e a digital, como o próprio nome diz, que tem a estrutura de vídeo digital.

A película (imagem acima) é a mais utilizada para cinema por sua qualidade de imagem, no seu processo de gravação a base é exposta a luz, fazendo com que os íons acoplados a ela se movam, unindo uns aos outros e formando o que vemos como imagem. Esse íons não se juntam da mesma forma em nenhum frame, o que faz com que as imagens sobrepostas, quando colocadas em movimento, aparentem uma suavização no contorno, dando maior fluidez e qualidade ao filme.  Já o vídeo digital cria as imagens por pixels e as tem exatamente iguais de um frame para outro, aparentando no movimento um contorno mais grotesco e menor qualidade na imagem final.

As películas podem ser encontradas em 8mm, 16mm, 35mm, 70mm e Imax, o nome se da justamente em relação ao tamanho da largura da película.
Quanto maior a área de gravação, melhor a qualidade final. A Imax tem o tamanho de uma 70mm, mas sua estrutura foi frita para reprodução horizontal, o que permite maior área de gravação e consecutivamente melhor qualidade.
A película de 35mm é a mais usual, por apresentar uma qualidade satisfatória e um custo acessível para as produções. A 16 mm costuma ser utilizada para produções de baixo custo e alguns programas de TV.

Existem também atualmente plugins e efeitos que aproximam a aparência de vídeo digital com a de filmes em película, apesar de a qualidade nunca conseguir ser igual.

Achamos um vídeo no youtube que mostra os diferentes tipo de película, talvez vê-lo ajude a assimilar, deem uma olhadinha.




domingo, 27 de abril de 2014

Pré roteiro - Definição dos personagens


Primeiro roteiro, noções de formatação, de transições, cabeçalho, descrição de cena... Estória definida... Então... Vamos escrever!
Não! Definitivamente não é o mais indicado, há um pré-roteiro que por vezes dispensamos, mas que com o desenvolver da estória você percebe o quando é essencial.
Talvez se você partir de uma esquete, um quadro ou um curta pode realmente achar dispensável uma Story Line, um argumento, uma sinopse, mas para uma grande estória, uma novela, uma série ou um longa é extremamente necessário! Então habitue-se a escreve-los, para ter uma qualidade melhor dos seus trabalhos e te poupar problemas futuros.
É muito fácil você se perder na construção de um filme, depois de escrever cerca de uma hora (60 páginas) se não houver estabelecido diretrizes consistentes para sua estória e seus personagens. Deixar objetos sem significados esquecidos em algum lugar, fazer personagens sumirem sem tempo de criar a empatia necessária para um desfeixo, entre tantos outros erros que podem ser cruciais para sua obra.
Por isso a dica é: Estruture a ideia, defina os pontos de passagem e defina seus personagens antes de escrever seu roteiro, cena a cena.

Vamos postar nos próximos dias essa sequência, começando hoje pela definição dos personagens, passando pela estruturação da estória, Story Line, Argumento e Sinopse. Acompanhe!

Toda a estória se passa em torno de alguém e seu desejo de realizar alguma coisa, essa trama é o alicerce do roteiro, o que define o protagonista e as forças que o impedem ou dificultam que ele realize o desejado, o que define os antagonistas. A inclusão de outros personagens deve ter o objetivo claro de movimentar o enredo em favor ou contra o personagem principal.

Os personagens dependendo de seu papel no roteiro podem ser definidos como:

Protagonista: Como citado anteriormente é por quem se desenvolve o roteiro, o personagem mais bem desenvolvido, o centro nervoso da trama, que sustenta o eixo narrativo. Todos os acontecimentos e personagens giram ao redor dele.

Personagem central: Não é necessariamente o protagonista, mas pode ser. Esse personagem é o responsável por causa maior curiosidade, excitação e ansiedade, por sua personalidade, não por ter a estória acontecendo em torno de si.

Co-protagonista: Ajuda o protagonista de alguma forma a buscar seu objetivo.

Antagonista: Traz ou representa uma ameaça ao desejo do protagonista, impedindo ou dificultando que ele o realize.

Oponente: Tem relação direta com o antagonista, o ajudando a se colocar entre o protagonista e sua realização.

Protagonista falso: É um personagem apresentado de forma atrativa, a induzir que o foco da estória, para posteriormente, de forma surpreendente o real protagonista

Coadjuvante: Personagens secundários que auxiliam no desenvolvimento da trama

Figurante: Personagens que não tem relação com o enredo, só aparecem para compor um cenário especifico.

Quanto mais detalhadamente você definir seus personagens maior facilidade de adequá-los na trama você terá, não tendo dificuldade de imaginar como ele agiria no acontecimento dos fatos. Sua personalidade, suas crenças e antecedentes precisam ser definidos, mesmo que não apareça na estória são essas características que farão ele desenvolver os acontecimentos da estória.
Victoria Lynn Schmidt disponibiliza uma lista de perguntas, que te ajudam a definir seu personagem.
  •     Ele é introvertido ou extrovertido?
  •     Ele resolve os problemas usando instintos, lógica ou emoção?
  •     Ele quer mudar o mundo?
  •     Onde ele vive? Descreva seu quarto.
  •     Como ele se sente em relação a sua aparência?
  •     Como ele se sente em relação sua família e filhos?
  •     O que ele pensa sobre o casamento e o sexo oposto?
  •     Quais são seus hobbies?
  •     Quais são seus tipos de amigos?
  •     O que ele acha engraçado e/ou prazeroso?
  •     Como ele se sente em relação a sua sexualidade?
  •     Ele precisa ter sempre o controle sobre o que há em sua volta?
  •     O que outros personagens dizem sobre ele quando ele sai da sala?
  •     Ele leva a vida a sério ou age como uma criança a maior parte do tempo?
  •     Onde ele passa seus tempos vagos?
  •     O que importa para o seu personagem? O que o motiva?
  •     Como os outros personagens o vêem?
  •     Quais as três coisas que mais possuem valor?
  •     De que ele tem medo?  Como ele agirá quando estiver com medo?