domingo, 21 de setembro de 2014

Cinema é a arte do coletivo



Sempre ouvirá que cinema é a arte do coletivo... E é! Por menor que seja suas condições, sua equipe... Sempre precisará de mais braços para um resultado satisfatório.
E quanto maior a produção mais investimentos haverá em profissionais  capacitados, comprometidos e que sejam capazes de tornar o trabalho coletivo em uma obra de qualidade.

Você que se interesse por cinema, já definiu sua área de atuação? Vamos resumir um pouco, para dar uma visão geral das funções.

A EQUIPE é basicamente formada pelos seguintes núcleos:
Roteiro
Direção
Produção
Fotografia
Arte
Som
Montagem e Finalização

Cada núcleo tem sua equipe e a parte separada, do todo a qual é responsável. E são elas:

DIREÇÃO

Diretor
Responsável pelo resultado final.
Deve conhecer perfeitamente todos os detalhes do roteiro e saber o que pode extrair de cada membro da equipe e dos atores, com o orçamento que tem.

Primeiro Assistente de direção
Braço direito do diretor, deve conhecer o roteiro, planos, estética do filme, responsável pelo cronograma, análise técnica e controles, para bom andamento da produção.

Segundo Assistente de direção
Responsável pela equipe de figuração e objetos de cena, atuando como continuista na falta do mesmo. Auxilia o primeiro assistente no preenchimento de boletins de controle.

Continuista
Função pouco valorizada e a primeira a ser dispensada na redução de equipes. Porém é essencial para a qualidade do filme, muito difícil na prática e requer muita atenção.
O erro mais comum no cinema, incluindo as grandes produções, são de continuidade.

Direção de Casting
Responsável por escolher os atores e prepara-los para o universo do filme e para as cenas especificas. Buscam despertar os sentimentos do personagem, para passar as sensações que são exigidas no momento.

PRODUÇÃO

Produtor
O dono do filme. Quem banca ou financia a produção.

Produtor executivo
Administrador da verba, sabe exatamente todos os custos do filme para direcionar melhor a produção.

Diretor de Produção
Gerencia as necessidades práticas de um filme e se certifica do cumprimento do cronograma.

Assistentes de produção
Auxiliam todos os processos, resolvendo as pendencias, compras, locações, transporte e qualquer eventualidade que apareça no decorrer das filmagens.

FOTOGRAFIA

Diretor de fotografia
É o responsável pela imagem de um filme, resultado estético. Quem estipula os equipamentos, luzes e filtros que devem ser usados em cada plano. Também opera a câmera (muito comum no Brasil).

Operador de câmera
Quando há é responsável pela operação do equipamento, movimentos de câmera e enquadramentos.

Primeiro assistente de câmera
Responsável pela limpeza e manutenção do equipamento, checagem completa da câmera e dos atributos dela, para cada cena.

Segundo Assistente de câmera/ Logger
Responsável pelo transporte dos equipamentos e filmes, montagem dos tripés e praticáveis, bem como a troca do filme, informações no boletim de câmera, arquivos filmados e back -ups

Assistente de iluminação
Responsável pela montagem do equipamento de iluminação e seu posicionamento, conforme determinado pelo diretor.

Maquinarista
Responsáveis pela preparação e operação de gruas, travellings e demais equipamentos.

Eletrecista
É o técnico responsável por todos os serviços de instalação elétrica e dos refletores cinematográficos e seus acessórios em um set de filmagens.

ARTE

Diretor de Arte
Coordena os profissionais de arte para que toda a estrutura do filme tenha a mesma estética.

Cenotécnico
Planeja, coordena, constrói, adapta e executa todos os detalhes de material, serviços e montagens dos cenários.

Aderecista
É incumbido o trabalho de achar e cuidar dos objetos usados nas filmagens

Figurinista
Responsável pela roupa e acessórios do personagem, enfatizando seu caráter, estilo, histórico de vida e costumes.

Maquiador

Básica
Natural, tendo função apenas de evitar o brilho causado pelo suor.

Criação especifica
Recriar estados de doença, época ou festas.

Criativa
Sangue, membros decepados, miolos estourando, máscaras, envelhecimento, mudança de fisionomia.

SOM

Técnico de som
Responsável pela marcação e captação de todo o áudio do filme, desde ruídos até o som direto do diálogo.

Microfonista
Posiciona e segura o microfone durante as filmagens.

Mixagem
Mixa todos os sons do filme, os trata e acrescenta efeitos seguindo a estética do filme.

Trilha sonora
Em casos específicos existem músicos para a composição da trilha, em outros músicas já existentes tem os direitos autorais comprados, para fazer parte da produção.

MONTAGEM E FINALIZAÇÃO

Montador/ Editor
Responsável pela organização das imagens, empregando ritmo e harmonia. Junção de efeitos e parte sonora.

Finalização
Atua junto ao montador, fazendo a parte de “produção da edição” é o responsável por tornar a edição possível. A quantidade desses processos, bem como sua qualidade e suas possibilidades, variam bastante de acordo com a tecnologia e principalmente o orçamento.
Há alternativas de colorização, conversão para película, etc...

Mas antes disso tudo...

ROTEIRO

Roteirista
Responsável pelo desenvolvimento da ideia, de forma original e possível de ser captada através de imagens.
Processo solitário que se inicia antes da real programação de produção de um filme.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Narrativas do Brasil


O prazo para o concurso Narrativas do Brasil está se encerrando!
A todos os produtores, realizadores ou xeretas (rs), coloquem a mão na massa e aproveitem a oportunidade de expandir a criatividade e propagar a cultura do nosso País.

O concurso estimula a liberdade de ideias e premia 5 projetos, com 50 mil reais para a produção de mais 10 filmes de 5 minutos, veja o regulamento do site Narrativas do Brasil e participe.

Nós já estamos participando!
Aproveite e veja nosso filme e comente, as opiniões são muito valiosas nesse processo!



terça-feira, 26 de agosto de 2014

E real??


Diesege:
Onde mora a arte dos cineastas, a melhor composição dos ingredientes para a melhor compreensão do todo.
Mesmo em um filme realista de ficção, nada ali é real, é uma forma de representação da realidade.
Imagine os trabalhadores do cinema como uma espécie de Deus criando ou recriando um mundo todo novo.
O personagem ou o local pode ser totalmente fantasioso, mas precisa ser verossímil, o espectador precisa mergulhar nesse universo criado e ter a certeza de que naquele mundo, o que está acontecendo poderia acontecer, mesmo que esse tudo seja uma guerra entre alienígenas e zumbis.
Quebra da diegese:
Proposital: Personagem se volta para a câmera e fala com o expectador e quebra a chamada “quarta parede”
Acidental: Reflexo da câmera no espelho, efeito flare (Luz incide na lente da câmera), ou a lama atinge a câmera como em O resgate do soldado Ryan.
Hoje em dia com o avanço da linguagem cinematográfica acostumou o espectador a se adaptar até mesmo com os acidentais (desde que estejam no contexto) o que dá aos profissionais muito mais liberdade.


domingo, 10 de agosto de 2014

Prêmio estímulo a curta metragem 2014


Novos roteiristas, preparem suas obras e se atente as datas.
O prêmio estímulo a curta metragem encerra sua inscrição na próxima quarta-feira, dia 13 de Agosto de 2014

Edital e demais informações no site da Secretaria da Cultura

Retrovisor é um dos filmes premiados em 2008.


Faça como sua roteirista e diretora, acredite! ... E boa sorte

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

25º Festival Internacional de Curtas de São Paulo


Primeira exibição do filme realizado nas Oficinas Kinoforum 2014...
Diante disso só queremos agradecer, parabenizar e convidar.

Agradecer a toda a equipe Kinoforum... A Zita pelo projeto, aos professores, agradeço particularmente ao André Collazzi que nos instruiu no módulo de roteiro, ao Maru e ao Jorge por sempre estarem dispostos a acolher e auxiliar. E claro a todos os outros, que independente do meu contato, foram essenciais para a construção do trabalho e aos produtores Caroline e Rodrigo que nunca falharam com as informações, com atenção e dedicação... Nosso muito obrigada =)

Parabenizar as equipes, todos os envolvidos no processo que se dedicaram, resolveram os problemas da melhor forma possível e trabalharam duro para criar um produto de qualidade, que expressasse além de nossa dedicação na oficina nossa real vontade, de fazer cinema.

E convidar a todos, para acompanhar o Festival Internacional de curtas 2014 e nos prestigiar, indo ver nosso primeiro filme, que será exibido no cinema.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, um dos cinco maiores do gênero no mundo, que chega à sua 25ª edição em 2014, será realizado entre os dias 20 e 31 de agosto, tendo como tema “Quebrando Muros”, uma homenagem aos 25 anos da queda do Muro de Berlim, que ocorreu em 1989, e a tantas barreiras que implodiram nesse tempo de novas comunicações.
A programação exibirá gratuitamente cerca de 400 filmes – selecionados entre mais de 3.300 inscritos – dos mais variados países em diversas salas de cinema e centros culturais da capital: Museu da Imagem e do Som (MIS), Cinemateca Brasileira, CineSesc,  Espaço Itaú de Cinema – Augusta, Centro Cultural São Paulo (CCSP), Cine Olido, Cinusp, além de CEUs e outros espaços do Circuito Municipal de Cultura.
Entre os destaques desta edição, está o programa “100 anos de Cortázar”, com filmes inspirados na obra do escritor argentino Julio Cortázar (1914 – 1984); o “Especial 3D”, com apresentação de curtas em 3D e a participação da realizadora e consultora de 3D Josephine Derobe (que cuidou dos efeitos especiais de “Pina”, de Wim Wenders, entre outros longas); uma prospectiva do cineasta brasileiro Joel Pizzini, incluindo seu novo curta “Mar de Fogo”; e uma mostra da University of Southern California, com curtas-metragens de faculdade de grandes nomes de Hollywood que estudaram na instituição, como George Lucas.
Também está na programação a 2ª edição do projeto Tomada Única, com curtas em Super-8 inéditos, realizados especialmente para o evento por diretores brasileiros que deixaram sua marca nesses 25 anos do festival.
Em setembro, durante a programação itinerante, o festival percorre as cidades de Ribeirão Preto, São José dos Campos e Jundiaí, no interior de São Paulo.
Desde 1990, quando Zita Carvalhosa, diretora do festival, realizou a primeira edição do evento, muitos realizadores passaram pelo festival, entre eles, então jovens cineastas que atualmente estão entre os grandes nomes do cinema brasileiro e internacional.
José Roberto Torero (“Pelé Eterno”, 2004) e Joel Pizzini (“500 Almas”, 2004) participaram do primeiro ano do evento, ao lado do francês Jean Pierre Jeunet (“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, 2001). No início dos anos 1990, passaram pelo festival Cao Hamburguer (“O Ano em que meus Pais Saíram de Férias”, 2006), Beto Brant (“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, 2011), Paulo Sacramento (“Riocorrente”, 2013), Claudio Assis (“Amarelo Manga”, 2002) e o norte-americano Paul Thomas Anderson (“Sangue Negro”, 2007). Ainda na mesma década, Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, 2002), Walter Salles (“Central do Brasil”, 1998) e a argentina Lucrecia Martel (“Menina Santa”, 2003) participaram do evento.
Dos anos 2000 para cá, o festival recebeu nomes como Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”, 2012), Esmir Filho (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, 2009), Selton Mello (“O Palhaço”, 2011), Caetano Gotardo (“O que se Move”, 2012), Juliana Rojas e Marco Dutra (“Trabalhar Cansa”, 2012), o argentino Gustavo Taretto (“Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual”) e o uruguaio Michael Wahrmann (“Avanti Poppolo”, 2012).
Serão exibidos também os curta-metragens produzido pelos alunos das oficinas Kinofórum:  O som das ruas (Roteiro Gustavo Pagador e Eliane Gonçalves, direção de Ângelo Silva e Rosyane Silva), Inferno colorido (Roteiro Fabio Rodrigo e Jhonatas Pinheiro, direção Ian Olivo e Roseli Lima) e Cine B.O. (Roteiro Gerson Palhares, direção Bia Mazzaropi e Kelvin Felix)

Acompanhe a programação pelo site da kinoforum

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cinema no meio do mundo


A casa no meio do mundo chegou a Zona Norte de São Paulo, cheia de vontade, de arte e de gente bacana... A nova casa de cultura da região propõe fomentar o desenvolvimento sócio educacional e criativo por meio de Design, Audiovisual, Artes plásticas, Gastronomia, Música e etc...
Siga a página da Casa no facebook e acompanhe sua programação, tem sarau já com data certa... 
Fique de olho!

E nós vamos integrar essa equipe =D, estaremos durante o mês de Agosto, toda segunda à partir das 19 horas com um workshop, falando um pouquinho da arte que nos apaixonou, o CINEMA!

Vamos exibir curtas, analisar filmes, fazer rodas de bate-papo e uma troca entre os apaixonados da Sétima Arte. O Workshop é gratuito e aberto a todos, contamos com a sua presença!

Não deixe de confirmar pelo e-mail infameproducoes@gmail.com e até lá!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dicas: Elaboração de projetos


Uma alternativa para novos cineastas, produtores, diretores, quem quer fomentar o audiovisual, a cultura e a arte são os festivais, concursos e editais.
Muitas boas ideias surgem, mas no momento de elaborar o projeto e colocar as ideias no papel, tabelas, itens específicos e padrões acabam confundindo.
Assistimos muitos vídeos, lemos muitos blogs, apostilas e dicas espalhadas na net, montamos um apanhadinho de dicas que foram válidas e aplicadas em nosso último projeto e vamos dividir =)

Após amadurecer a ideia, existem perguntas das quais respondidas com consistência vão enriquecer e amadurecer o projeto, são elas:
Para quem? Especificando para quem o projeto vai ser feito, quem poderá ser beneficiado com ele.
O que? Exatamente o que será feito?
Por que? Qual o problema existente que o projeto vai colaborar? Vai existir uma mudança no contexto depois do projeto ser realizado?
Como? Como isso será feito?
Com quem? Quem é a equipe que vai desenvolver o projeto?
Quando? Em quanto tempo ele será desenvolvido e qual será esse tempo?
Onde? Em qual local?

Essas perguntam servirão de base, para a estruturação. Os editais em seus formulários e fichas de inscrição tem alguns itens diferentes, mas basicamente pedem os mesmos itens. E são eles:

Apresentação
Deve descrever o projeto, de forma objetiva. É um item eliminatório e nem sempre quem está lendo essa apresentação entende exatamente sobre o desenvolvimento do seu projeto.
Então dispense termos técnicos, seja direto e se possível trabalhe com uma linguagem diretamente ligada ao edital.
Faça um texto de 3 parágrafos, no primeiro detalhe o que vai ser feito e como, no segundo fale da instituição ou dos idealizadores e no terceiro destaque o diferencial do seu projeto.

Justificativa
Momento do convencimento, de mostrar porque o projeto é importante.
Apontar o problema que foi identificado e como o projeto vai contribuir para resolve-lo

Objetivos
Normalmente é dividido em objetivo geral e objetivo especifico.
Objetivo geral: Detalha a ação a longo prazo, o que se espera para o contexto depois da realização do projeto.
Objetivos específicos: Ações que contribuirão para o objetivo geral, tudo que é almejado para curto e médio prazo.
Usar sempre ao início das frases do objetivo um verbo no infinitivo, indicando ação.

Público Alvo
Especificar quem vai se beneficiar com o projeto.
Aqui falamos de pessoas e quanto melhor o recorte for feito nesse momento, melhor.
Sexo, idade, região, condições financeiros.
É o seu filtro.

Metas
Esclarecer como e em quanto tempo serão alcançados seus objetivos específicos

Metodologia
Em um primeiro momento citar grandes nomes que falem de projetos semelhantes ou colocar dados de projetos que no mesmo segmento que obtiveram sucesso.
Após, dividir em etapas e esclarecer o tipo de abordagem do projeto, descrever o passo a passo das atividades que serão realizadas.

Recursos
O que será necessário para realização do projeto?
Listas equipamentos e mão de obra

Cronograma
Especificar o tempo de cada atividade, em tabela, pintando os campos referentes, conforme a sua divisão (dia, meses, ano)
Ex:


Orçamento
Discriminação detalhada de gastos
Dividida em Pre produção/ Produção/ Divulgação/ Impostos/ Custos Administrativos e Organização
Em forma de tabela, com descrição da atividade, a medida utilizada, a quantidade necessária, valor unitário e valor total.
Lembrando de se atentar ao que o edital cobre e se estipula um valor para cada subdivisão, além dos impostos de contratação e recolhimentos.

Há ainda campo para anexos, quando julgar necessário algum material a mais, como mapa, desenho de planta, estatuto, ou o que o seu projeto exigir.

Lembrando de ao escrever um item voltar se necessário para ler os anteriores, manter o foco no eixo do projeto e a escrita coerente.
Não deixe também de ler todo o edital, ver se ele é o mais adequado a sua proposta e todo o seu processo.

Diferenciais decisivos na escolha de um projeto:

Criatividade - lado criativo da ação para a comunidade/ possibilidade de chamar a atenção.
Sustentabilidade – Meios de adquirir recursos para manter o projeto.
Integração – Se vincular a meios que trazem a mesma proposta para gerar novas ideias, parcerias e publico para o projeto.
Replicar o aprendizado do projeto – Meios de passar o conhecimento após a realização do projeto.

Agora, mão na massa!
E boa sorte...