Luz, câmera, ação...
Calma...
Volta...
Do começo...
Luz e? É, luz...
... Uma parte essencial para a estética e a beleza do seu filme.
Um item que tira o sono dos novos profissionais da área do cinema e que exige muito teste, muita técnica e um pouco de ousadia para transmitir tudo que pretende-se.
Dentre os elementos cinematográficos, a luz configura-se como aspecto a considerar na compreensão das mensagens contidas nos quadros que compõem as cenas dos filmes. No cinema, a luz não é utilizada apenas para viabilizar o registro da imagem, mas também para incutir mensagens subjetivas aos personagens e cenários, figurando muitas vezes como elemento norteador de uma reflexão.
No cinema em geral, a luz se torna o elemento de identidade visual do filme, de maneira direta, como se dão os planos e cenas descritas no roteiro. Nesse sentido, define Federico Fellini:
A luz é a matéria do filme, talvez no cinema a luz seja a ideologia, sentimento, cor, tom, profundidade, atmosfera, narrativa. A luz é aquilo que reúne, que apaga, que reduz, que arrisca, esfuma, sublinha, derruba, que faz tornar crível ou aceitável o fantástico, o sonho, ou ao contrário, torna fantástico o real, dá tom de miragem ao cotidiano mais simples, reúne transparências, sugere tensões, vibrações. A luz preenche um vazio, cria expressão onde ela não existe, doa inteligência ao que é opaco, dá sedução à ignorância. (apud BETTI, 1986).
Para explicar o conceito desse importantíssimo artificio da sétima arte seria necessário um grande estudo e muitos capítulos desse post, mas essa também não é a intenção... Por hora nos limitamos a exaltar a necessidade da luz e estimular aos novos cineastas que prestem atenção a esse aspecto.
Uma ótima oportunidade está sendo oferecida aos paulistas, na mostra que está acontecendo na Caixa Cultural (Rua da Consolação).
A mostra luz (imagem), de Walter Carvalho abriu sua programação com um debate com esse ilustre diretor de fotografia e tem nas próximas semanas exibições dos filmes ao qual ele fotografou.
Sempre ouvirá que cinema é a arte do coletivo... E é! Por menor que seja suas condições, sua equipe... Sempre precisará de mais braços para um resultado satisfatório.
E quanto maior a produção mais investimentos haverá em profissionais capacitados, comprometidos e que sejam capazes de tornar o trabalho coletivo em uma obra de qualidade.
Você que se interesse por cinema, já definiu sua área de atuação? Vamos resumir um pouco, para dar uma visão geral das funções.
A EQUIPE é basicamente formada pelos seguintes núcleos:
Roteiro
Direção
Produção
Fotografia
Arte
Som
Montagem e Finalização
Cada núcleo tem sua equipe e a parte separada, do todo a qual é responsável. E são elas:
DIREÇÃO
Diretor
Responsável pelo resultado final.
Deve conhecer perfeitamente todos os detalhes do roteiro e saber o que pode extrair de cada membro da equipe e dos atores, com o orçamento que tem.
Primeiro Assistente de direção
Braço direito do diretor, deve conhecer o roteiro, planos, estética do filme, responsável pelo cronograma, análise técnica e controles, para bom andamento da produção.
Segundo Assistente de direção
Responsável pela equipe de figuração e objetos de cena, atuando como continuista na falta do mesmo. Auxilia o primeiro assistente no preenchimento de boletins de controle.
Continuista
Função pouco valorizada e a primeira a ser dispensada na redução de equipes. Porém é essencial para a qualidade do filme, muito difícil na prática e requer muita atenção.
O erro mais comum no cinema, incluindo as grandes produções, são de continuidade.
Direção de Casting
Responsável por escolher os atores e prepara-los para o universo do filme e para as cenas especificas. Buscam despertar os sentimentos do personagem, para passar as sensações que são exigidas no momento.
PRODUÇÃO
Produtor
O dono do filme. Quem banca ou financia a produção.
Produtor executivo
Administrador da verba, sabe exatamente todos os custos do filme para direcionar melhor a produção.
Diretor de Produção
Gerencia as necessidades práticas de um filme e se certifica do cumprimento do cronograma.
Assistentes de produção
Auxiliam todos os processos, resolvendo as pendencias, compras, locações, transporte e qualquer eventualidade que apareça no decorrer das filmagens.
FOTOGRAFIA
Diretor de fotografia
É o responsável pela imagem de um filme, resultado estético. Quem estipula os equipamentos, luzes e filtros que devem ser usados em cada plano. Também opera a câmera (muito comum no Brasil).
Operador de câmera
Quando há é responsável pela operação do equipamento, movimentos de câmera e enquadramentos.
Primeiro assistente de câmera
Responsável pela limpeza e manutenção do equipamento, checagem completa da câmera e dos atributos dela, para cada cena.
Segundo Assistente de câmera/ Logger
Responsável pelo transporte dos equipamentos e filmes, montagem dos tripés e praticáveis, bem como a troca do filme, informações no boletim de câmera, arquivos filmados e back -ups
Assistente de iluminação
Responsável pela montagem do equipamento de iluminação e seu posicionamento, conforme determinado pelo diretor.
Maquinarista
Responsáveis pela preparação e operação de gruas, travellings e demais equipamentos.
Eletrecista
É o técnico responsável por todos os serviços de instalação elétrica e dos refletores cinematográficos e seus acessórios em um set de filmagens.
ARTE
Diretor de Arte
Coordena os profissionais de arte para que toda a estrutura do filme tenha a mesma estética.
Cenotécnico
Planeja, coordena, constrói, adapta e executa todos os detalhes de material, serviços e montagens dos cenários.
Aderecista
É incumbido o trabalho de achar e cuidar dos objetos usados nas filmagens
Figurinista
Responsável pela roupa e acessórios do personagem, enfatizando seu caráter, estilo, histórico de vida e costumes.
Maquiador
Básica
Natural, tendo função apenas de evitar o brilho causado pelo suor.
Criação especifica
Recriar estados de doença, época ou festas.
Criativa
Sangue, membros decepados, miolos estourando, máscaras, envelhecimento, mudança de fisionomia.
SOM
Técnico de som
Responsável pela marcação e captação de todo o áudio do filme, desde ruídos até o som direto do diálogo.
Microfonista
Posiciona e segura o microfone durante as filmagens.
Mixagem
Mixa todos os sons do filme, os trata e acrescenta efeitos seguindo a estética do filme.
Trilha sonora
Em casos específicos existem músicos para a composição da trilha, em outros músicas já existentes tem os direitos autorais comprados, para fazer parte da produção.
MONTAGEM E FINALIZAÇÃO
Montador/ Editor
Responsável pela organização das imagens, empregando ritmo e harmonia. Junção de efeitos e parte sonora.
Finalização
Atua junto ao montador, fazendo a parte de “produção da edição” é o responsável por tornar a edição possível. A quantidade desses processos, bem como sua qualidade e suas possibilidades, variam bastante de acordo com a tecnologia e principalmente o orçamento.
Há alternativas de colorização, conversão para película, etc...
Mas antes disso tudo...
ROTEIRO
Roteirista
Responsável pelo desenvolvimento da ideia, de forma original e possível de ser captada através de imagens.
Processo solitário que se inicia antes da real programação de produção de um filme.
O prazo para o concurso Narrativas do Brasil está se encerrando!
A todos os produtores, realizadores ou xeretas (rs), coloquem a mão na massa e aproveitem a oportunidade de expandir a criatividade e propagar a cultura do nosso País.
O concurso estimula a liberdade de ideias e premia 5 projetos, com 50 mil reais para a produção de mais 10 filmes de 5 minutos, veja o regulamento do site Narrativas do Brasil e participe.
Nós já estamos participando!
Aproveite e veja nosso filme e comente, as opiniões são muito valiosas nesse processo!
Onde mora a arte dos cineastas, a melhor composição dos ingredientes para a melhor compreensão do todo.
Mesmo em um filme realista de ficção, nada ali é real, é uma forma de representação da realidade.
Imagine os trabalhadores do cinema como uma espécie de Deus criando ou recriando um mundo todo novo.
O personagem ou o local pode ser totalmente fantasioso, mas precisa ser verossímil, o espectador precisa mergulhar nesse universo criado e ter a certeza de que naquele mundo, o que está acontecendo poderia acontecer, mesmo que esse tudo seja uma guerra entre alienígenas e zumbis.
Quebra da diegese:
Proposital: Personagem se volta para a câmera e fala com o expectador e quebra a chamada “quarta parede”
Acidental: Reflexo da câmera no espelho, efeito flare (Luz incide na lente da câmera), ou a lama atinge a câmera como em O resgate do soldado Ryan.
Hoje em dia com o avanço da linguagem cinematográfica acostumou o espectador a se adaptar até mesmo com os acidentais (desde que estejam no contexto) o que dá aos profissionais muito mais liberdade.
Primeira exibição do filme realizado nas Oficinas Kinoforum 2014...
Diante disso só queremos agradecer, parabenizar e convidar.
Agradecer a toda a equipe Kinoforum... A Zita pelo projeto, aos professores, agradeço particularmente ao André Collazzi que nos instruiu no módulo de roteiro, ao Maru e ao Jorge por sempre estarem dispostos a acolher e auxiliar. E claro a todos os outros, que independente do meu contato, foram essenciais para a construção do trabalho e aos produtores Caroline e Rodrigo que nunca falharam com as informações, com atenção e dedicação... Nosso muito obrigada =)
Parabenizar as equipes, todos os envolvidos no processo que se dedicaram, resolveram os problemas da melhor forma possível e trabalharam duro para criar um produto de qualidade, que expressasse além de nossa dedicação na oficina nossa real vontade, de fazer cinema.
E convidar a todos, para acompanhar o Festival Internacional de curtas 2014 e nos prestigiar, indo ver nosso primeiro filme, que será exibido no cinema.
O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, um dos cinco maiores do gênero no mundo, que chega à sua 25ª edição em 2014, será realizado entre os dias 20 e 31 de agosto, tendo como tema “Quebrando Muros”, uma homenagem aos 25 anos da queda do Muro de Berlim, que ocorreu em 1989, e a tantas barreiras que implodiram nesse tempo de novas comunicações.
A programação exibirá gratuitamente cerca de 400 filmes – selecionados entre mais de 3.300 inscritos – dos mais variados países em diversas salas de cinema e centros culturais da capital: Museu da Imagem e do Som (MIS), Cinemateca Brasileira, CineSesc, Espaço Itaú de Cinema – Augusta, Centro Cultural São Paulo (CCSP), Cine Olido, Cinusp, além de CEUs e outros espaços do Circuito Municipal de Cultura.
Entre os destaques desta edição, está o programa “100 anos de Cortázar”, com filmes inspirados na obra do escritor argentino Julio Cortázar (1914 – 1984); o “Especial 3D”, com apresentação de curtas em 3D e a participação da realizadora e consultora de 3D Josephine Derobe (que cuidou dos efeitos especiais de “Pina”, de Wim Wenders, entre outros longas); uma prospectiva do cineasta brasileiro Joel Pizzini, incluindo seu novo curta “Mar de Fogo”; e uma mostra da University of Southern California, com curtas-metragens de faculdade de grandes nomes de Hollywood que estudaram na instituição, como George Lucas.
Também está na programação a 2ª edição do projeto Tomada Única, com curtas em Super-8 inéditos, realizados especialmente para o evento por diretores brasileiros que deixaram sua marca nesses 25 anos do festival.
Em setembro, durante a programação itinerante, o festival percorre as cidades de Ribeirão Preto, São José dos Campos e Jundiaí, no interior de São Paulo.
Desde 1990, quando Zita Carvalhosa, diretora do festival, realizou a primeira edição do evento, muitos realizadores passaram pelo festival, entre eles, então jovens cineastas que atualmente estão entre os grandes nomes do cinema brasileiro e internacional.
José Roberto Torero (“Pelé Eterno”, 2004) e Joel Pizzini (“500 Almas”, 2004) participaram do primeiro ano do evento, ao lado do francês Jean Pierre Jeunet (“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, 2001). No início dos anos 1990, passaram pelo festival Cao Hamburguer (“O Ano em que meus Pais Saíram de Férias”, 2006), Beto Brant (“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, 2011), Paulo Sacramento (“Riocorrente”, 2013), Claudio Assis (“Amarelo Manga”, 2002) e o norte-americano Paul Thomas Anderson (“Sangue Negro”, 2007). Ainda na mesma década, Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, 2002), Walter Salles (“Central do Brasil”, 1998) e a argentina Lucrecia Martel (“Menina Santa”, 2003) participaram do evento.
Dos anos 2000 para cá, o festival recebeu nomes como Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”, 2012), Esmir Filho (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, 2009), Selton Mello (“O Palhaço”, 2011), Caetano Gotardo (“O que se Move”, 2012), Juliana Rojas e Marco Dutra (“Trabalhar Cansa”, 2012), o argentino Gustavo Taretto (“Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual”) e o uruguaio Michael Wahrmann (“Avanti Poppolo”, 2012).
Serão exibidos também os curta-metragens produzido pelos alunos das oficinas Kinofórum: O som das ruas (Roteiro GustavoPagador e Eliane Gonçalves, direção de Ângelo Silva e Rosyane Silva), Inferno colorido (Roteiro Fabio Rodrigo e Jhonatas Pinheiro, direção Ian Olivo e Roseli Lima) e Cine B.O. (Roteiro Gerson Palhares, direção Bia Mazzaropi e Kelvin Felix)
A casa no meio do mundo chegou a Zona Norte de São Paulo, cheia de vontade, de arte e de gente bacana... A nova casa de cultura da região propõe fomentar o desenvolvimento sócio educacional e criativo por meio de Design, Audiovisual, Artes plásticas, Gastronomia, Música e etc...
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Fique de olho!
E nós vamos integrar essa equipe =D, estaremos durante o mês de Agosto, toda segunda à partir das 19 horas com um workshop, falando um pouquinho da arte que nos apaixonou, o CINEMA!
Vamos exibir curtas, analisar filmes, fazer rodas de bate-papo e uma troca entre os apaixonados da Sétima Arte. O Workshop é gratuito e aberto a todos, contamos com a sua presença!
Não deixe de confirmar pelo e-mail infameproducoes@gmail.com e até lá!